quinta-feira, 1 de março de 2012

CLAUDIONOR SE DEFENDE COM ATAQUE CONTRA O MINISTÉRIO PÚBLICO

O vereador Claudionor dos Santos (PDT) resolveu partir para o contra-ataque. Ele está pressionado após a condenação do juiz Claudio Mendes, que acatou denúncia do Ministério Público na Operação Sal Grosso, e ainda com a recomendação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público para que a Mesa Diretora da Câmara abra processo administrativo visando a cassação de seu mandato, em função de práticas de falta de decoro durante a eleição da nova diretoria e votação do Orçamento Geral do Município.

Claudionor participou do programa Cenário Político, no Canal 10 da TCM. Não apresentou provas quanto a sua inocência nos dois casos. Mas se defendeu disparando uma metralhadora de críticas ao Ministério Público. Em particular ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Eduardo Medeiros.

Primeiro o vereador apresentou fotos de portas danificadas na Câmara. Ele afirmou que os danos foram causados durante a ocupação do prédio pelo Ministério Público, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Sal Grosso. Ele acusou a promotoria de, embora ser do patrimônio público, ter causado prejuízos ao prédio da Câmara.

Santos ainda questionou os meios usados pelo Ministério Público nas investigações. Cobrou uma prestação de contas dos gastos com peritos, cópias e demais despesas durante a Operação Sal Grosso.

Quanto ao risco de cassação de seu mandato, Claudionor afirmou que é vítima de uma perseguição pessoal do Ministério Público de Mossoró. Disse que o promotor Eduardo Medeiros está saindo de sua competência legal. Na opinião do vereador, no momento em que ele recomendou que a Câmara casse seu mandato, está interferindo em um processo que é político e interno do Legislativo Municipal.

No final, Claudionor fez insinuações sobre a transferência do promotor Eduardo Medeiros de Natal para a promotoria em Mossoró. Sem apresentar uma acusação concreta ou provas, o vereador cobrou do promotor explicações sobre sua vinda para a cidade.

OPINIÃO DO BLOG:
Como todo cidadão brasileiro, o vereador Claudionor dos Santos (PMDB) tem o direito a ampla condição de defesa. Também é normal que ele, ou qualquer outra pessoa, critique a atuação do Ministério Público. A democracia nos dá essa condição de aprovar, discordar, criticar, elogiar. Agora, o que o vereador precisa é ter cuidado com a forma com que tem feito essa sua autodefesa. Partir para o ataque sem consistência contra uma instituição respeitada como é o Ministério Público, ou mesmo contra promotores isoladamente, pode ser um suicídio. Além disso, é importante alertar que no caso da recomendação para que a Câmara casse seu mandato, o Ministério Público só se manifestou porque foi insistentemente provocado por  sete dos 13 vereadores, o que representa a maioria do plenário. Ou seja, foi a própria Câmara que pediu a intervenção do Ministério Público. Resta agora saber como os vereadores vão sair de uma situação que eles mesmos criaram.

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